Uso de repelentes em crianças – Por Dra. Sabrina Talarico

Uso de repelentes em crianças: tudo o que você precisa saber para proteger seu filho com segurança!

Atualmente estamos atravessando um período bem preocupante com a Febre Amarela. Fora as outras doenças como a dengue e o incômodo de tomar uma picada de mosquito…

Temos muitas dúvidas em relação ao uso dos repelentes! Desde a sua escolha até quando e como devemos utilizá-lo.

A nossa colaboradora, dermatologista, Dra. Sabrina Talarico, da Talarico Dermatologia vai esclarecer todas as nossas dúvidas sobre o uso dos Repelentes! Assunto super importante e atual!!!!

Uso de repelentes em crianças

No verão, com o aumento das temperaturas e alta incidência de chuvas, temos uma época propícia para a proliferação de … mosquitos!

Além da polêmica recente da febre amarela (que deve ser uma preocupação para os indivíduos em áreas de risco) não devemos esquecer da chikungunya, zica e principalmente da dengue  ( sim altamente prevalentes sem restrições de localização! )

Sem falar no desconforto das picadas e as possíveis reações alérgicas que elas envolvem. Vale reforçar os cuidados para evitar focos (eliminando recipientes e locais com água parada).

Este tema acaba levantando muitas dúvidas com relação a maneira correta de fazer a proteção através dos repelentes, principalmente em como agir com as crianças!

Vou tentar simplificar o tema e esclarecer as dúvidas mais frequentes, inclusive citando produtos comercias (sem nenhum conflito de interesses e tentando  abordar quase todos os disponíveis)

Quando os repelentes devem ser utilizados?

Recomendamos que os repelentes tópicos sejam utilizados em locais com maior incidência de mosquitos, como: praias, parques e fazendas.

Como escolher o repelente adequado?

No momento de escolha pelo repelente, é fundamental que os pais optem por produtos aprovados pelo Ministério da Saúde ou pela Anvisa, pois assim serão garantidos a segurança e eficácia do produto.

  Bebês com até 6 meses de idade:

Não devem fazer o uso de repelentes e nem entrar em contato com ambientes protegidos com repelentes elétricos, a proteção contra os mosquitos deve ser feita apenas com a proteção física de mosquiteiros, telas e roupas.

  Dos 6 meses até os  2 anos:

Podem ser usados repelentes que tenham como principio ativo IR3535,  Ou icaridina desde que seja o gel (que tem uma concentração menor 20%).

Outros repelentes naturais, como citronela, andiroba, óleo de soja, podem ser usados, mas a sua eficácia é baixa.

Acima de 2 anos:

Podem ser usados repelentes com as substâncias DEET e Icaridina

Recomendações importantes:

  • Os repelentes agem por evaporação! Por isso devem ser sempre os últimos produtos  a serem aplicados, depois dos hidratantes ou filtro solares
  • Não permitir que a criança durma ou permaneça com o repelente no corpo por período prolongado, este deve ser retirado com água e sabão; leia sempre as indicações e contraindicações do produto a fim de evitar complicações;
  • Não permita que a criança auto aplique o produto, evitando assim sua ingestão e sérias complicações, como a intoxicação;
  • Evite aplicar o produto próximo a boca, nariz, olhos ou em feridas;
  • Evite aplicar o produto sob roupas, uma vez que sua ação depende da evaporação, além disso, a oclusão com roupa pode favorecer o desenvolvimento de alergias ( quando necessário, ele pode ser aplicado sobre as roupas)
  • Sempre aplique o produto em intervalos recomendados pelo fabricante; Aqui vale ressaltar, evite o uso de associações filtro+repelente. O filtro deve ser repassado a cada 2-3 horas o repelente só pode ser aplicado 3 vezes ao dia!
  • Estes produtos podem causar reações alérgicas, por este motivo devem ser utilizados sempre sob orientações médicas.

Outras medidas complementares também devem ser adotadas para a proteção das crianças, como a utilização de telas em portas e janelas, a refrigeração do ambiente através de ventiladores e ar condicionado, a utilização de vestimentas claras, de preferência com mangas e calças compridas, a não aplicação de produtos com fragrância e o cuidado com a  limpeza e a dedetização do ambiente.

Consulte seu dermatologista para o esclarecimento de dúvidas!

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os princípios ativos de repelentes recomendados são:

Dra. Sabrina Talarico

Graduada pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro

Especialização em clínica médica e dermatologia pela PUC Campinas

Especialização em Dermatologia Avançada pela UNIFESP

Preceptora na unidade de Cosmiatria, Cirurgia e Oncologia da UNIFESP

Fellow pelo Hospital da universidade de Miami (foco em cirurgia dermatológica, laser e tecnologias).

Clínica Talarico:

www.talaricodermatologia.com.br

Telefone: (11) 5579-9331

Instagram: @talaricodermatologia

Facebook: talarico dermatologia

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