Talassemia – Por Dra. Andrezza Botelho

Oie. Vamos falar sobre Talassemia? Você sabe o que é?

Hoje nossa colaboradora e nutricionista Dra. Andrezza Botelho explica detalhadamente sobre essa doença, mais conhecida como “Anemia do Mediterrâneo”.

Boa leitura e qualquer dúvida podem enviar!

Beijos

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A talassemia é uma hemoglobinopatia de ordem hereditária, ou seja, uma alteração que causa danos às hemoglobinas, levando a perda de sua capacidade funcional.

É definida como uma mutação na qual ocorre a redução ou ausência de síntese de uma ou mais cadeias de globinas que formam a hemoglobina levando ao desequilíbrio, já que normalmente estão expressas em igual quantidade.

Com a produção desigual das cadeias do tetrâmero na estrutura da hemoglobina, há excesso da cadeia que continua a ser produzida, causando seu acúmulo em agregados instáveis, que ao se precipitarem no citoplasma podem causar a ruptura da membrana, levando a destruição precoce do eritrócito.

Essa patologia é classificada de acordo com a cadeia de hemoglobina que ela afeta, sendo as principais, em relação à gravidade da patologia, a talassemina alfa e a talassemia beta.

Como há deficiência na parte estrutural da hemoglobina, o ferro não consegue ligar-se ao grupo heme, permanecendo livre na circulação, que além de causar quadros de anemia, também acelera a destruição das hemácias, por conta do processo oxidativo que esse ferro livre sofre, bem como leva a sobrecarga de ferro no organismo.

Os quadros clínicos variam de acordo com o tipo de talassemia e seu grau de gravidade, podendo manifestar anemia grave desde o nascimento, febre, vômitos, atraso no crescimento, anorexia, colúria e se não diagnosticada precocemente e mediante ao tratamento, pode levar ao óbito.

A talassemia leve não possui tratamento específico, pois depende dos sintomas sentidos, mas no geral vive-se bem.

Pacientes com talassemia grave, conhecida como maior, necessitam de tratamento por transfusão de sangue regularmente, o que pode causar acúmulo e sobrecarga de ferro em órgãos como o coração, fígado, glândulas e pele, e consequentemente um acometimento cardíaco, que é a principal causa de óbito em pacientes portadores de talassemia que submetidos á transfusão. Dessa maneira, também é importante fazer terapia com quelante infusional a desferroxamina (quelante do ferro), que minimizam os efeitos adversos do ferro no organismo, tanto para pacientes adultos como pediátricos.

Não há um tratamento nutricional específico para os pacientes com talassemia, no entanto, como possuem densidade óssea mais fragilizada, devido à anemia e acúmulo de ferro, uma alimentação rica em cálcio e vitamina D pode ajudar a prevenir doenças ósseas e melhorar qualidade de vida.

Como visto, a talassemia gera um acúmulo grande de ferro no organismo, o que pode ser fatal, caso não seja utilizado quelantes de ferro. Uma dica alimentar que pode ajudar a minimizar esse acúmulo é diminuir a ingestão de alimentos ricos em ferro, já que este se encontra em excesso, como por exemplo, não exagerar nas carnes vermelhas, e consumir alimentos, como o leite, o chá preto, principalmente o chá verde após uma refeição rica em proteína animal, que atrapalham a absorção do ferro, que nesse caso, seria muito benéfico.

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dra.andrezza

Andrezza Botelho – Nutricionista funcional Pós graduada em estética e cosmetologia.

Proprietária e diretora científica da Clínica Andrezza Botelho Nutrição e Bem Estar.

Tel: (011) 50821598

Instagram: @drandrezzabotelho

 

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