Promovido a Pai

Achamos que valeria super à pena colocar novamente esse post para vocês!
Esse texto traduz exatamente a emoção e a importância da paternidade, do pai presente, amigo, amoroso e atuante!
Papais queridos, vocês são fundamentais em nossas famílias!
Gente, vocês não sabem como fiquei emocionada quando abri o meu email e estava esse depoimento do meu marido contando como ele foi promovido a pai.
Achei de uma sensibilidade e amor sem fim… Chorei muito ao ler e agradeci muito à deus por ter uma família tão linda, que transborda minha vida de amor e alegria todos os dias!!!
Como ele está super envolvido com o nosso blog e nos apoia tanto, ele resolveu compartilhar com vocês o lado “pai” da história.
Espero que vocês curtam, mostrem para os seus maridos, companheiros… E os incentive a curtir também cada momento dessa Promoção de vida!!!!
Um grande beijo!!!!
“Revisando minhas memórias, acredito que me lembro até do dia da concepção da Laura (pelo menos na minha pretensão). À partir daí, um dia recebi um telefonema da Kika dizendo que estava se sentindo um pouco diferente, com um pouco de cólica mas que era aquela dor de quando a sua menstruação estava para chegar. Passaram alguns dias e a menstruação não desceu. Sugeri que fizesse o exame de Beta HCG. Ela foi e colheu o sangue no laboratório. Na mesma noite, chegando em casa, fomos verificar o resultado pela internet, tudo muito natural, sem pretensões. Era o segundo mês de tentativa para engravidar. Quando abrimos o resultado,  estava lá um número: 1000 mU/ml e o valor de referência era 1,1 a 38,9 mU/ml. Ficamos olhando um para o outro com aquela cara de interrogação: o que significa isto? O 1.0 era o mesmo que 1,1? “Acho que estou me atrapalhando com as casas decimais”… Quando você para e pensa racionalmente: era gravidez, só poderia ser gravidez. Acho que naquele exato momento fui promovido a pai, porém tudo ainda era muito abstrato. Mas começava a nascer, com aquele resultado, um pai e uma mãe. A construção da paternidade, no caso da primeira filha, foi mais lúdica por força da circunstância.
Logo veio a primeira consulta com o obstetra. Era um médico muito atencioso, mas se perdia nas conversas…As consultas duravam mais de uma hora, às vezes até duas, e quando saíamos da sala,  havia uma fila de pacientes aguardando, todas de cara fechada. Na primeira consulta já teve um ultrassom, ele olhou, olhou e achou uma bola branca com uma bola preta e um ponto branco dentro da bola preta; respectivamente útero, placenta e saco gestacional. Este último foi legendado como SG. O SG estava grafado na foto, mas meio confuso na imagem. Após esta consulta almoçamos com o futuro padrinho da Laura. Quando mostramos a foto do USG, ele olhou e disse: “ela está grande, tem 5 gramas!! Ele tinha confundido o S com o número cinco e isto ficou marcado, por pouco a Laura não chamou SG ou 5G (kkkk).
Em cada consulta, após cada Ultrassom, aquilo que era abstrato, começava a tomar forma. Já conseguiamos escutar o coração batendo, algo muito, muito emocionante. Começaram os primeiros movimentos, mexendo mãos e pés e daí por diante. Lá pelo sétimo ou oitavo mês,  não mais cabia na tela do Ultrassom! Daí o exame era realizado por partes: cabeça, braços, pernas. Ficava impressionado com a perfeição dos Ultrassons. No  3D então, já conseguia ver que ela era muito parecida comigo, principalmente o nariz.
Quando chegou o grande dia, foi somente uma extensão daquilo que vinha acontecendo. Desde a concepção, sentia que já havia uma extensão minha que foi se materializando com o Beta HCG, com as consultas e ultrassonografias… E quando ela saiu de dentro da barriga da Kika,  era como se fôssemos velhos conhecidos! Muito bochechuda, sem sombra de dúvidas a bebê mais linda da maternidade! Quando foi o momento de fazer o contato pele a pele, pegá-la no colo pela primeira vez, acho que titubeei um pouco. Tudo era como um amor platônico onde você sabe de tudo da pessoa, ama tudo, mas o contato físico era novidade.
A Laura cresceu junto com a minha carreira de pai, foi responsável e vítima da minha nova jornada.
Após três anos labutando nesse novo “emprego”,  fui submetido a um novo desafio na carreira de pai: a gravidez, também planejada, da Luísa. Todo o processo foi bastante semelhante, só que extremamente acelerado, pois já conhecia vários percalços do caminho então pudemos avançar com mais segurança.
Hoje vejo que são dois seres muito diferentes, mas que em conjunto, completam a minha vida e a minha carreira. A Laura é um doce de criança, sempre meiga,  busca um modo de deixar nossos momentos mais felizes. Usa as palavras sempre no diminutivo: ”aí que lindinho”, ”que graçinha’‘, “vê só se pode?!?!” Ela é tão amarosa que sempre diz “eu te amo”, não importando a hora do dia ou a situação que está acontecendo. A Luísa ainda não fala, mas tem toda uma desenvoltura física e mental que me enche de orgulho e satisfação! Ela corre pela casa, com aquele olhar meigo e decidido. Para completar acho que ela é a minha cópia, me vejo nela a todo o momento!
O mais importante é que ainda hoje sigo na minha carreira de pai e pretendo seguir para sempre. Acho que é mesmo como uma carreira, pois a cada dia tenho uma nova promoção, descubro algo novo nesta relação que me completa como ser humano. Espero um dia alcançar o topo da carreira e ser para elas aquilo que meus pais foram e ainda representam para mim!”.
Comentários

About Author