Para que serve o Líquido Amniótico

O que é o Líquido Amniótico? Para que ele serve? Como ele é produzido?

 

Durante toda a gestação escutamos falar do Líquido amniótico e da sua importância para o bom desenvolvimento do bebê. Mas você já parou para realmente saber para que serve esse líquido?

Quais as reais complicações na falta ou excesso do líquido amniótico? Mamãe e bebê correm risco?

Então vamos lá! Tudo o que você precisa saber sobre o Líquido Amniótico

O que é o Líquido Amniótico

O que é o Líquido Amniótico?

É o fluido que envolve o embrião, preenchendo a bolsa amniótica, que desta forma o protege de choques mecânicos e térmicos além de proteger futuras penetrações masculinas .

Quando ele é formado?

A bolsa amniótica normalmente forma-se na segunda semana de gravidez, bem no início da gestação, na fase embrionária. Assim que esta se forma enche-se de líquido amniótico que inicialmente é apenas água proveniente da mãe.

Somente após a 20ª semana, quando o feto desenvolve os rins, é que começa uma interação mais direta com o líquido que o cerca. Ele o inspira e expira, engole e o elimina por meio da urina. Por mais estranho que pareça, esse processo é completamente saudável, porque estimula o desenvolvimento dos sistemas pulmonar e digestivo.

Para que serve o Líquido Amniótico:

A substância permite que o feto faça seus primeiros movimentos, como se nadasse em uma piscina morna e acolhedora. Sem essa atividade, ele ficaria limitado pelas paredes do útero e não seria possível desenvolver ossos e músculos.

Outra função que o líquido amniótico exerce é o de proteger o feto. Ele serve como uma almofada aquosa capaz de defender contra impactos (caso a mãe caia ou sofra um acidente), além de preservar o bebê até durante o nascimento, amortecendo as contrações uterinas.

Qual a sua coloração?

Transparente ou branco: cor natural do líquido. No parto, é normal que contenha pequenos grumos brancos, formados por pedacinhos de cabelo, gordura e pele do feto.

Vermelho: indício de descolamento da placenta, um quadro perigoso que pode comprometer a passagem de oxigênio e nutrientes para o bebê. Dependendo da gravidade e da semana de gestação, uma cesárea de emergência precisa ser feita.

Verde-escuro: espesso, como se ervilhas tivessem sido amassadas. Significa que o bebê evacuou dentro do útero. Há risco de que ele aspire a substância, o que pode levar a um quadro de pneumonite grave por causa da obstrução de traqueias e vias aéreas. Após o parto, é preciso limpar a boca e a narinas do recém-nascido, que também deve receber acompanhamento médico especial.

Amarelo: pode indicar a presença de pus e infecção dentro do útero. Mas não é preciso desespero, pois, às vezes, o amarelado se deve a uma mistura do líquido com urina que passou despercebida. O obstetra tratará a infecção se necessário.

Marrom-escuro: o médico precisa ser procurado imediatamente. O líquido pode ter ficado dessa cor por causa de uma hemorragia grave ou até mesmo morte fetal.

Qual a quantidade do Líquido Amniótico?

A quantidade de líquido amniótico varia durante os nove meses, de acordo com o tamanho do bebê e com o espaço disponível dentro do útero. Esse desenho ilustra super bem as variações do líquido durante a gravidez.

Variação do líquido amniótico durante a gravidez

Atenção gravidinhas: fique bem atentas com a quantidade de líquido amniótico:

Falta de Líquido Amniótico – Oligodrâmnio:

Causas: gestante com hipertensão não tratada, problemas na placenta ou feto com anomalias digestivas e urinárias.
Como resolver: quando há doença associada, é preciso tratá-la. Demais situações requerem que a grávida tome bastante água (mais de dois litros ao dia). Em casos graves, os médicos costumam optar pelo parto antes do tempo previsto.
Consequências: o bebê pode ter deformidades nas mãos e nos pés, além de má-formação dos pulmões.

Excesso de Líquido Amniótico – Polidrâmnio:

Causas: nem sempre são conhecidas, mas as principais são sífilis, toxoplasmose e anomalias fetais (geralmente digestivas).
Como resolver: tratar o agente causador. Se o motivo é desconhecido, não há tratamento específico. Situações extremas exigem punção do líquido amniótico.
Consequências: quando o excesso não é controlado, há chance de o parto ser prematuro.

Fontes: Revista Crescer / Wikipedia

 

 

 

Comentários

About Author