O tamanho dos pés depois da gravidez

Quando eu estava grávida, minha mãe me disse que o pé de­ dela depois dos filhos tinha crescido. Dei risada e ela disse que era normal. Lembro dela falando: “São tantas mudanças na vida da mulher. O pé é uma delas.”. Rimos e mudamos de assunto.
E não é que é verdade!!! Não que meu pé tenha crescido demais, aumentado dois números, mas deu uma crescidinha sim. Alguns sapatos que eram mais largos ficaram certos. Achei um texto da Crescer que fala sobre isso e vou dividir com vocês!

Como foi por aí?

Beijocas

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Um estudo divulgado esta semana confirma pela primeira vez o que durante muito tempo foi apenas uma impressão: a gravidez pode alterar permanentemente o tamanho dos pés das mulheres. Realizado por pesquisadores da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, o estudo acompanhou 49 gestantes, cujas medidas dos pés foram registradas no primeiro trimestre da gestação e cinco meses após o parto. Para 70% delas, o pé tornou-se mais comprido e mais largo.

“Já tinha ouvido mulheres falarem que mudaram o tamanho do sapato por causa da gravidez, mas não havia nenhuma referência a isso em livros ou publicações científicas”, afirmou em nota Neil Segal, professor de ortopedia e principal responsável pelo estudo. “Para estudar essa evidência de maneira mais científica, medimos os pés das mulheres. Descobrimos que a gravidez leva, de fato, a uma mudança permanente no pé”.

Pé chato é um problema comum na gravidez, por conta do peso extra e da maior frouxidão das articulações associadas aos hormônios. A novidade é que, após a gravidez, o pé não volta 100% ao normal, como acreditavam os médicos. A pesquisa será publicada na edição de março da revista científica American Journal of Physical Medicine & Rehabilitation.

A pesquisa mostrou que, em média, a altura e a rigidez do arco da sola do pé diminuíram entre as duas medições (primeiro trimestre e cinco meses após o parto). Eles verificaram aumentos no comprimento do pé de 2 a 10 milímetros – ou seja, o sapato pode aumentar um número! O estudo também sugeriu que a primeira gestação é a responsável por essas mudanças, e que as demais não causariam mais alterações significativas na estrutura do pé.

Neil Segal já planeja novos estudos para descobrir se essas mudanças levam a problemas como artrite quando a mulher chega a uma idade mais avançada. “Sabemos que as mulheres, especialmente as que tiveram filhos, são mais afetadas por problemas osteomusculares. Pode ser que essas mudanças nos pés ocorridas durante a gravidez ajudem a explicar por que as mulheres têm mais risco que os homens de ter dor e artrite nos pés, joelhos, quadris e coluna”, explicou.

 

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