Cuidado ao desautorizar seu companheiro(a) na frente do filho

Quando casamos, um dos desafios é  adaptação quanto as diferenças do nosso companheiro(a).
Quando temos filhos isso tem que estar o mais redondo possível, pois muitas divergências podem surgir ao logo da educação das crianças.
Não tem jeito, cada um foi criado de uma forma, e por mais semelhanças que possam existir na hora de educar isso pode influenciar.
Acredito que os nove meses de gestação são um bom começo para colocar alguns pingos nos “is”.  A questão da rotina, alimentação, vida escolar, uso de televisão, ipad, vídeo game, presentes são alguns dos assuntos. Claro que no dia a dia é muito diferente, mas é bom conversar e tentar entender o que é importante para seu companheiro
No geral aqui pensamos bem parecido na maioria das vezes, mas não tem jeito… às vezes acontece sem querer de um desautorizar o outro. É muito por impulso também.
Abaixo algumas dicas de como contornar estas situações para não deixar a criança confusa ou manipulando situações divergentes!
Beijocas
  • Na primeira divergência, o casal deve conversar sobre o ocorrido. Mas feito longe das crianças, de modo que elas não percebam que há uma discordância entre os pais. “Se o pai deixou o filho assistir à televisão um pouco mais, apesar da mãe ter negado, não é ali que eles devem conversar. É preciso esperar a tempestade passar e a criança estar ocupada com outra coisa. Do contrário, essa briga vai enfraquecendo a admiração que os filhos têm pelos pais. Além disso, eles entendem que não precisam respeitar a orientação de um ou do outro”, afirma a psicóloga Maria Aparecida das Neves.
  • É assim, na base do acerto e do erro que as regras vão sendo estipuladas e acertadas pelos pais. Se a criança trouxer à tona um tema que ainda não foi discutido – e combinado – entre os adultos, a dica é jogar com sinceridade e não dar uma resposta certeira. “Na dúvida, vale dizer que não sabe se pode autorizar o pedido e afirmar que irá conversar com o cônjuge a respeito. Isso mostra para a criança que existe um acordo anterior entre os pais, que não será quebrado por ela”, sugere Monica Portella.
  • Sempre é possível encontrar um ponto de equilíbrio, mesmo que os pais discordem sobre as regras mais banais. Existe a possibilidade de que um dos lados seja um pouco mais tolerante e permissivo em relação às regras para tentar suprir a ausência dentro de casa ou o pouco contato com os filhos. Nesse caso, cabe conversar sobre outros meios de trabalhar essa lacuna, sem precisar autorizar todos os desejos dos pequenos.
  •  Limite é algo fundamental para o bom desenvolvimento das crianças. Se elas aprendem a lidar com o “não” dos pais e sua consequente frustração já nos primeiros anos de vida, fica mais fácil amadurecer e aprender que nem tudo acontece exatamente como nós desejamos, e que não há nenhum problema nisso.
“Esse tipo de equilíbrio entre os pais ajuda a criar filhos muito mais seguros, que vão se transformar em adultos com um maior autocontrole e maturidade, também. Traz uma série de vantagens. As crianças conseguem se gerir muito melhor no futuro se esse trabalho for feito anteriormente pelos pais. Não precisa ser algo extremamente rígido, mas é importante que não haja nenhuma transgressão no que for combinado entre os pais, sobre o que a criança pode ou não fazer”, ressalta Monica Portella.

Fonte:Delas
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