Temos o maior emprego de nossas vidas: somos mães!

27/12/2016

2 comentários

Como conversar com o seu filho sobre crianças especiais

Mamães e Papais

Gente, esse texto me tocou profundamente! E achei super necessário dividir com vocês…

Realmente, nós pais não recebemos nenhum manual de instruções e existem situações que realmente não sabemos como lidar.

Esse texto foi retirado de um blog que AMO de paixão (Lagarta Vira Pupa) e serve como um guia, pois foi escrito à partir de depoimentos de pais de crianças especiais!

Espero que consigam compreender a dimensão da importância de como devemos ensinar os nossos filhos a respeitar e entender um pouco as crianças com necessidades especiais, afinal todo mundo é meio igual e meio diferente!!!!!

Beijos!!!

como conversar criança especial

Para começar, não tenha pena de mim:

“Sim, algumas vezes eu tenho um monte de coisas para lidar – mas o que eu não tenho  é uma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece, às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, o seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer outra criança.

(Ellen Seidman, do blog “Love that Max”, mãe do Max que tem Paralisia Cerebral)

Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos:

“Quando a Darsie vê crianças (e adultos) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem autopiedade. Ela é uma ótima garota, que ama tudo, de cavalos à livros. Ela é uma criança que quer ser tratada igual as outras crianças – independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos à fazer o mesmo.

(Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”, mãe da Darsie que tem Paralisia Cerebral)

Use o que eles tem em comum:

” Vai chegar uma hora em que o seu filho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiência também. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também – que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, ver TV, de se divertir e fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiências são mais parecidas com eles do que são diferentes.

(Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes, mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down)

Ensine as crianças a entender que existem várias formas de se expressar:

” Meu filho Benjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças autistas ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustadas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamin faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em algum restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”

(Jana Banin, do blog “I hate your kids(and other things autism parents wouldn´t say loud), mãe do Benjamin, Autista)

Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças:

” Em 2000, quando o meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte deles por medo ou desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”

(Holly Robinson Peete, fundadora do Hollyrod Roundation, mãe do RJ, que é Autista)

Encoraje o seu filho a dizer “oi”:

“Se você pegar o seu filho olhando para o meu, não fique chateada – você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumam reparar uma nas outras. Sim, apontar obviamente, não é super educado, e se o seu filho apontar para uma criança com necessidades especiais, você deve dizer a ele que isso é indelicado. mas quando você vir o seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir para ele ou dizer oi. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma que a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas”.

(Kate Monot, do blog “Bird on the street”, mãe do Charlie, que tem Paralisia Cerebral)

Encoraje as crianças a continuar falando:

“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto corriqueiro”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não tem nada a dizer. Peça aos seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro – há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”

(Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”, mãe do Norrin, que é Autista)

Dê explicações simples:

“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando alguma coisa que seus filhos já conhecem, algo que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e dos seus irmãos.” Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: ” Ah, assim como eu nasci com alergias.” Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar isso para viver diariamente. Se eu tivesse dito à ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido para ele. Simplicidade é a chave.”

(Kimberly Easterling, do blog “Driving with no hands”, mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down)

Ensine respeito às crianças com seus próprios atos:

“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate a minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!) Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: ” bem, todo mundo é diferente.”

(Debbie Smith, do blog “finding normal”, mãe de Addison, que tem Trissomia 9)

Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem:

“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: ” você pode dizer oi pro meu irmão, você sabe. Só porque ele não fala não significa que ele não ouve você.” Jack não costuma falar muito mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças especiais entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado”, mas poderão até dizer “como vai?”

(Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into the woods” e “The thinking person´s guide to autism”, mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral)

Inicie uma conversa:

“Nós estávamos no Children´s museum e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andador, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encará-lo porque isso era indelicado. Ao invés disso eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”

(Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (and Charlie too)”, mãe do Charlie que tem paralisia cerebral

Não se preocupe com o constrangimento:

“Vamos combinar de não entrar em pânico caso o seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e para mim e disser: “eca, porque ela está babando?” ou “você é mais gorda que minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos ideias de início de conversa, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favo, não gagueje um “mil desculpas” e arraste o seu filho para longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você precisar, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei a esperança de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de “uma criança que baba”.

(Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”, mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada)

Kika Nalli

2    comentários
6  AMEI!

2 comentários

  1. Sandra disse:

    Muito bom esse post! Muitas vezes fiquei sem saber o que falar à minha filha quando ela me questiona sobre crianças especiais! Saber como pensam os pais dessas crianças nos ajuda muito a ensinar nossos filhos a respeitar e entender essas diferenças.

    • Kika Nalli disse:

      Olá Sandra,
      Muito obrigada pelo seu comentário! Ficamos super felizes que tenha gostado do post!
      É muito bom ver famílias se preocupando em educar os filhos com muito respeito e amor!
      Parabéns!!!!
      Beijos,
      Kika e Fefa

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