Colestase Obstétrica – Alerta para as Grávidas

Outro dia eu estava na fila do supermercado e vi na capa de uma revista o seguinte tema: “Colestase. Você sabe o que é?”.

Eu não comprei a revista, mas no mesmo dia entrei na internet para procurar sobre o assunto que me chamou atenção, já que se tratava de uma revista de maternidade.

Achei no site do Brasil Baby Center sobre o assunto e vou dividir com vocês, pois é um alerta para as gravidinhas se cuidarem e ficarem de olho caso apresentem algum sintoma.

Fale sempre com seu médico!!! Qualquer dúvida que surgir, qualquer COISA mesmo! Melhor pecar por mais do que menos nessa fase tão importante.

Beijocas

coceira

O que é colestase obstétrica?

A colestase obstétrica (também chamada de colestase intra-hepática da gravidez) afeta o fígado, órgão que em algumas mulheres é sensível demais aos hormônios da gravidez. O fígado normalmente produz a bile, que vai para o intestino, onde ajuda na digestão. Quando há colestase obstétrica, o fluxo de bile para o intestino é reduzido, e a bile se acumula no sangue.
O principal sintoma é a coceira na pele, que costuma se agravar à noite, causando cansaço e insônia. Na maioria das vezes a coceira (também chamada pelos médicos de prurido) começa nas palmas das mãos e nas solas do pés, e depois se espalha. Em alguns casos, a mulher pode ficar com icterícia. A coceira desaparece completamente algumas semanas depois do parto.

Quem corre mais risco de ter colestase obstétrica?

A proporção de mulheres afetadas varia conforme a região do mundo. Em alguns países, como o Chile, a doença é mais comum, mas na maior parte é rara. O histórico familiar é um fator de risco. Quem já teve colestase da gravidez numa primeira gestação tem uma probabilidade de entre 60 e 80 por cento de voltar a desenvolver o problema numa gravidez subsequente.

Como a colestase da gravidez é diagnosticada?

Seu médico pode desconfiar de colestase em caso de coceira. Mas também há outras causas possíveis para a coceira, como a própria distensão da pele. A coceira associada à colestase obstétrica normalmente começa nas últimas dez semanas da gravidez, é constante e muitas vezes intolerável. Exames de sangue verificam a função hepática, mas pode demorar algum tempo, depois do início dos sintomas, para os resultados mostrarem o problema.

Outro exame recomendável é o ultra-som para detectar a possível presença de pedras na vesícula, que possam estar bloqueando o fluxo da bile. Cálculos na vesícula são raros na gravidez, mas as mulheres que têm colestase obstétrica também têm predisposição a ter pedras na vesícula, por isso as duas coisas podem ser concomitantes.

A colestase da gravidez prejudica o bebê?

A probabilidade de o bebê nascer morto é 15 por cento maior em mulheres que têm colestase obstétrica. Não se sabe exatamente a explicação — podem ser os ácidos da bile, ou a privação de oxigênio, ou talvez problemas na placenta.
Por isso, o objetivo do tratamento é fazer o bebê nascer assim que seus pulmões estiverem maduros para sobreviver fora do útero, a partir de, mais ou menos, 35 semanas.

Como se trata a colestase obstétrica?

Os médicos usam medicamentos especiais para reduzir a coceira e a acidez da bile. A vitamina K pode ser administrada para diminuir o risco de hemorragia na mãe e no bebê depois do parto.

Quem apresenta colestase na gravidez deve ser submetida a um novo exame para avaliar a função hepática entre um mês e meio e três meses depois do parto. Se os resultados ainda estiverem alterados, a paciente precisará consultar um especialista.

Também é recomendável fazer um novo ultra-som para detectar pedras na vesícula, além de evitar pílulas anticoncepcionais que contenham estrogênio.

Como suportar a coceira?

Para tentar amenizar a coceira, você pode tentar:

  • Usar loções com calamina
  • Usar cremes à base de camomila ou calêndula
  • Usar roupas leves e de algodão
  • Evitar lugares quentes e úmidos

FONTE: Brasil Baby Center

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6 Comentários

  1. Olá, eu sofri desta doença na minha gravidez… e posso afirmar que o prurido é terrível, não dormia nada a noite! Demorou um pouco até chegar o diagnóstico. Usei vários medicamentos para amenizar o prurido, só amenizada… e com pouco tempo voltava novamente.
    Além que toda semana realizava exames de sangue para saber como estava as bilirrubinas e realizava ultra-som com doppler para saber a vitalidade fetal do meu bebê. A qualquer momento ele poderia entrar em sofrimento. Fiquei internada para tomar corticoide para amadurecer os pulmões,pois a qualquer momento Davi poderia chegar!
    E quando entrei na 38° sem. Entrei em trabalho de parto, e Davi já estava em sofrimento. Nascer com dificuldade respiratória e após 2 dias saio da UTI e hoje ele está bem graças a Deus e a virgem santíssima!
    Infelizmente poucos médicos e ate mesmo obstetra co

    • Oi Jailma! Graças a Deus deu tudo certo com vocês!!! Obrigada por dividir conosco.
      Beijo grande,
      Fefa e Kika

  2. Eu também tive colestase na minha gestação a qual foi ingonorada pelos médicos dizendo q era somente uma alergia enfim o meu final na história não teve final feliz com 39 semanas as coseiras aumentaram e fui pra emergência chegando lá minha bb já estava em óbito
    Hoje está com 8 meses q a perdi e tive q fazer uma cesária
    E hoje mim encontro novamente grávida de 10 semanas sabendo eu que corro o risco de ter novamente essa doença mais Deus é maior e dessa vez vai dar tudo certo

    • Nossa! Sentimos muito pelo que aconteceu… Tenha fé e tranquilidade que deus já te presenteou com um novo anjo! Vai dar tudo certo, com certeza!
      Fique em paz!
      Beijos,
      Kika e Fefa

  3. Também tive COLESTASE, geralmente esta doença só aparece no 3 trimestre mas no meu caso foi precoce demais, comecei o tratamento na 23 semana. Infelizmente meu bebê foi a óbito. Doença maldita