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20/03/2017

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Ciúmes entre irmãos – Por Liliane Campos

Colaboradores

Gente, esse texto escrito pela psicóloga Liliane, cai como uma luva para os papais que estão partindo para o segundo, terceiro filho! Ciúmes entre irmão é algo comum, que acontece com frequência mas também nos deixa inseguros e irritados!

Aproveitem as dicas maravilhosas, inspirem, respirem e não pirem!

Beijos!

ciumes entre irmãos

É lindo ver a relação de parceria, cumplicidade, carinho e afeto que se constrói entre os irmãos, entretanto, podemos encontrar alguns desafios nesse percurso. Hoje vou falar um pouquinho sobre um deles, muito comum, que acontece na infância: o ciúme na chegada de um novo irmãozinho.

Os pais lidam de diversas maneiras com a notícia da chegada de um novo membro a família. Uma mistura de alegria e ansiedade para que venha ao mundo, junto há um pouco de medo e apreensão quanto a responsabilidade de gerar uma nova vida e como será após o seu nascimento. Uma coisa é certa: o casal não vê a hora de contar a novidade aos familiares e pessoas queridas. Então vem o pensamento “como contar ao meu outro filho?”, “será que vai lidar bem com a notícia?”.

Quando os pais se sentirem preparados, é importante compartilhar a novidade com alegria e afeto, mostrando para a criança o quanto pode ser legal a chegada de um novo irmão ou irmã. Algumas crianças podem fazer certos questionamentos quanto aos desafios que podem encarar com essa novidade, o mais comum é o: “e se ele quiser pegar os meus brinquedos?”. É importante mostrar para a criança como ela pode lidar com esse tipo de situação, como dizer que eles podem brincar juntos, ou que o bebê também terá brinquedos e eles podem trocar e um brincar com o brinquedo do outro. Diversos manejos podem ser realizados nessas e outras situações, mas é importante não ignorar esses tipos de questionamentos, e sim mostrar que existem diversas maneiras de lidar com isso.

Algumas crianças podem não achar essa novidade tão animadora, e começarem desde a gestação a terem alterações no comportamento, outras podem ficar empolgadas e terem essas alterações após o nascimento. Essas modificações no comportamento da criança são comuns, pois fica apreensiva com a idéia da chegada de outra criança, onde terão que compartilhar o afeto que possui dos pais e familiares, seus objetos, o ambiente e diversas outras coisas que, até então, eram apenas dela. O ciúme e as alterações         no comportamento que ele traz fazem parte do ajustamento da criança à nova situação na qual se encontra, e requer muita paciência e compreensão.

Sabemos que o bebê exige tempo e atenção para realizar todos seus cuidados. As crianças percebem tudo isso e, algumas vezes, os filhos mais velhos podem querer voltar a “ser bebê de novo”, podendo algumas crianças quererem a volta chupeta e mamadeira, fazer xixi na cama, chuparem o dedo, entre outros, na tentativa de terem a mesma atenção e cuidado que os bebês.  São comuns essas demonstrações de ciúme, insegurança, às vezes até de raiva, onde ficam agressivas com os pais, com o bebê, outras com dificuldades na escola e no relacionamento com os colegas e a professora, pois se sentem inseguros, com medo de deixarem de serem amados e queridos com a chegada do bebê.

Algumas dicas que podem auxiliar os papais a lidarem com esse momento:

  • Na medida do possível, evitem que seu filho tenha muitas mudanças ao mesmo tempo, por exemplo, mudar de casa ou de escola. Com isso são mais adaptações que o primogênito terá que lidar, o deixando ainda mais confuso e inseguro.
  • Mostre alegria e empolgação nas ajudas e gestos de carinho e afeto da criança com o bebê, e sempre que possível passe pequenas tarefas para que ele o ajude nesses cuidados. Assim vai motivar o relacionamento com o bebê. Mas calma, não force essas situações! Contribuam para que aconteça, mesmo que singelamente, de uma forma natural e prazerosa para a criança;
  • Procurem passar um tempo com o filho mais velho, sem o bebê, para cultivarem a parceria, carinho e afeto da relação pais e filhos;
  • Na presença de comportamentos negativos, mostre a criança que existem outras formas dela lidar com aquela situação. Tome cuidado para não cair no hábito de pensar em comportamentos “bons” e “maus”. E sim, ajudem-nos a ampliarem seus repertórios mostrando existem outros tipos de comportamentos melhores para tais situações;
  • Ao perceberem sinais de retraimento, agressividade, dificuldade na escola ou qualquer outro tipo de comportamento que cause grande preocupação, procure um psicólogo ou o profissional adequado para dar o suporte necessário nessa adaptação.

Lembrando novamente que compreensão e paciência nesse período são muito importantes! Pode não ser fácil, algumas crianças poderão levar mais tempo para se adaptarem com tudo isso do que as outras, mas seu amor incondicional, carinho e parceria irão fornecer à criança a segurança que ela precisa para se adaptar a chegada do irmãozinho.

Liliane Campos

Psicóloga Clínica

Pós graduanda em neuropsicologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Psicossomática e o processo de adoecimento pela PUC SP

Contato: (11) 96027-1721 / (11) 99523-8583

E-mail: lilianecampospsi@gmail.com

Instagram: @lilianecampospsi

Facebook: /lilianecampospsi

 

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