Chip da Beleza – Dr. Frederico Maia

Recentemente estive numa consulta com o Dr. Frederico e discutindo os métodos anticoncepcionais ele citou essa inovação da medicina: O Chip anticoncepcional.

Como não conhecia esse método, ele me explicou todos os prós e contras e imaginei que seria muito legal compartilhar com vocês!

O Dr. Frederico atendeu prontamente nosso pedido para escrever esse post!

Esperamos que agregue mais informações para todas vocês, mamães modernas! Nós adoramos!!!!

Beijos!!!

chip

A mulher moderna acumula as tarefas da casa, do trabalho, da saúde e bem estar pessoal e familiar: tem que ser mãe, esposa, profissional de destaque, e ainda, claro, cuidar de sua Beleza! Mas, naturalmente, com o passar da idade e chegada da menopausa, muitas coisas vão se modificar. Além disso, as mulheres jovens vivem constantemente na berlinda do ciclo menstrual, sem saber se a TPM será “mortal” naquele mês; a mulher adulta convive frequentemente com irregularidades do ciclo, aumento de acne ou pelos, síndrome de ovários policísticos (SOP), ou sofrendo pela baixa de libido e indisposição promovida pelas famosas “pílulas anticoncepcionais”.

Outros sintomas decorrentes do uso crônico de anticoncepcionais orais são:

  • Fraqueza / indisposição / alteração de humor
  • Baixa intensa de libido à desinteresse sexual intenso
  • Baixo ganho de força e rendimento na academia
  • Dificuldade para ganhar massa magra
  • Celulite e gordura localizada
  • Distúrbio do sono, entre outros.

Nessa situação, a avaliação médica permite através de exames laboratoriais confirmar o quadro clínico e proporcionar o tratamento mais adequado com as reposições hormonais específicas, que buscam regularizar o organismo da mulher, retomando a vitalidade, força, sexualidade, saúde e beleza em harmonia e equilíbrio!

Nos últimos ganhou bastante destaque o uso de implantes hormonais, uma técnica que permite ao médico inserir uma pequena cânula (“tubete”) de silicone, de cerca de 3cm, contendo os hormônios necessários a cada caso. Assim, o “chip” é implantado pelo médico debaixo da pele (região glútea), com os hormônios específicos em doses previamente calculadas, que podem durar de 6 a 12 meses, conforme os hormônios indicados.

O “chip hormonal” é indicado para casos de endometriose, miomas, hipertrofia uterina, regulação da menstruação como na SOP, minimizar os efeitos da TPM, promover a supressão do fluxo menstrual (anticoncepção), melhora dos sintomas de menopausa, osteopenia e anemia, entre outros. O uso exclusivamente com fins estéticos não é recomendado ou aprovado pelas sociedades médicas, tampouco se tem segurança sobre o tempo de uso, doses e efeitos colaterais em longo prazo, como risco de câncer de mama, ovários e endométrio.

Os hormônios administrados em implantes no Brasil que tem autorização da ANVISA são a gestrinona, estradiol, testosterona, nestorone e nomegestrol. A gestrinona é um esteróide progestágeno sintético derivado da 19-nortestosterona, geralmente implantada em 6 cápsulas (G6), para mulheres não fumantes (média de 70 kg). Possui ação antiestrogênica e anti-progesterona, sem impactar tanto nos níveis de SHBG (proteína que “carrega” a testosterona), e sem sofrer passagem pelo fígado; atua inibindo a ovulação e menstruação, além de melhora de libido, disposição, e ganho de massa muscular por seu efeito androgênico. O risco de falha na anticoncepção é considerado menor que 1% em comparação com 4% pelos anticoncepcionais orais. Já quando o uso é do hormônio elcometrina, a duração de uso é de cerca de 6 meses, sem efeitos androgênicos ou ganho de peso significativos, segundo informações do fabricante.

Mas claro que nem tudo são flores! Estudos clínicos de longa duração, randomizados e controlados, envolvendo mulheres saudáveis ou em menopausa são ainda escassos na literatura, o que serve de ALERTA para aquelas que buscam principalmente por algum benefício estético da terapia. Os poucos estudos na literatura atual envolvem casos de doença ginecológica, como endometriose, TPM, SOP e lesões uterinas. É evidente que o tratamento não se aplica a todos e nem tem 100% de aceitação. Sintomas como inchaço, flutuação de peso, queda de cabelo, acne, oleosidade da pele, redução do HDL-colesterol (“bom”) com elevação de LDL-c (“ruim”), e alterações de voz podem ocorrer com certa frequência. Os riscos em longo prazo não são bem descritos na literatura.

A indicação precisa deve ser avaliada pela equipe médica especializada para a definição do melhor tratamento a cada paciente em um trabalho conjunto entre Endocrinologista e Ginecologista. Estudos de longo prazo sobre os benefícios, riscos e critérios de uso ainda são necessários para uma maior segurança da população.

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Dr Frederico F. R. Maia, PhD.  Tel: 11.3885-9906

CRM-SP 135.915 – www.fredericomaia.com.br
Doutor & Mestre em Clínica Médica (Endocrinologia) pela UNICAMP
Endocrinologista – Especialista Titular pela SBEM
Hospital Israelita Albert Einstein – Corpo clínico

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