Chegou o momento de ir para a Maternidade – Parte 1

Gente, decidi dividir esse post em 2 partes, para tentar realmente passar para vocês todos os sentimentos que tive nas duas idas para a maternidade. A felicidade e o amor foram os mesmos, mas as sensações e sentimentos muito diferentes!

Lembro-me como se fosse ontem o momento em que saímos de casa para ganharmos a nossa primeira princesa, a Laurinha.

Como não tive nenhum indício de trabalho de parto e estava quase completando as 40 semanas, decidimos agendar a cesariana. Tinha que me apresentar na internação da maternidade as 23:00h, pois o parto estava agendado para a manhã seguinte às 06:00h.

Meus pais vieram de BH e a casa estava num clima de alegria e euforia.

Tomei um banho bem demorado (acho que foi o último da minha vida!!! rsrs), pedi para minha mãe secar o meu cabelo (amo quando ela faz isso!) e me vesti.

As malas para a maternidade já estavam prontas há mais de 1 mês. As lembranças, quadrinho, documentação, etc., já estavam todas separadas…

Meu marido e meu pai colocaram tudo no carro, instalaram o bebê conforto, me despedi dos meus pais (só iria vê-los na hora do parto) e respirei fundo!!!

Confesso que nessa hora, senti um grande frio na barriga e a ficha começou a realmente cair.

Nesse momento, o sentimento é de felicidade com um misto de Nostalgia. Pensava, na próxima vez que entrar nesse carro, passar por essa garagem, não seremos nós dois e sim três. E eu terei comigo o meu presente de deus, minha anjinha tão esperada. Além da maior responsabilidade do mundo…

No meio do caminho, lembramos-nos dos padrinhos da Laura, que já tinham 2 filhos, falarem para nos prepararmos, que não teríamos nunca mais uma noite tranquila de sono (hoje vejo que nós mães dormimos com um olho aberto e o outro fechado).

A internação estava vazia e fomos prontamente atendidos e encaminhados para o quarto.

Dessa hora, até à chegada do meu obstetra, o tempo não passava… Sabia que precisava dormir, descansar, mas não conseguia sequer fechar os olhos. Acariciava sem parar a minha barriga, já com saudades da minha gravidez!

Não me lembro de ter tido nenhum sentimento ruim como medo, morte, complicações… O maior sentimento realmente era o amor… Amor por um serzinho que ainda não conhecia, mas que senti e me conectei intensamente durante os 9 meses que antecederam o momento da sua chegada. Amor pela vida, que me dava mais uma oportunidade. Amor pelo meu marido, que se tornava pai. Amor pela minha família, que sempre foi o meu exemplo de vida! Amor, amor e muito amor!!!

 
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