Chá de desfralde

Já ouviu falar em chá de desfralde?

Isso mesmo! Rolou recentemente na internet umas fotos de um chá de desfralde de uma menininha e o assunto deu o que falar!

Eu não sou contra e nem a favor, acho que cada família pode e deve comemorar as conquistas dos filhos do jeito que quiser… E no caso a menininha já estava “desfraldada”. A mãe aproveitou o aniversário do marido e fez a festa da menininha. Estimulou os convidados, que eram basicamente familiares, a darem calcinhas…

A única questão que eu acho é não forçar algo que tem que ser natural e sem traumas.

Ficar pressionando a criança a não fazer xixi e cocô na fralda para ganhar festa, pode ser perigoso. Tudo tem a hora certa e aqui em casa respeitei o momento de cada um.

O desfralde noturno, por exemplo, foi bem diferente e tudo bem!

E você? O que acha do assunto?

Faria esse tipo de evento? Abaixo mais sobre o processo de desfralde.

Beijocas

Antecipar o processo

É importante que você esteja atento aos sinais que a criança emite, já que não há uma idade específica para o desfralde. A partir de 1 ano e meio, ela consegue controlar o esfíncter anal (estrutura que regula o grau de amplitude do orifício). No início, detém só a capacidade de retenção, ou seja, de segurar a urina e as fezes. Em seguida, passa a dominar a liberação deles – sentar no vaso sanitário e fazer xixi exatamente naquele momento.

Não se apresse. Espere que seu filho demonstre incômodo com a fralda suja, avise que está fazendo xixi nela, desenvolva consciência corporal para alertar sobre dores e sensações gerais, consiga ficar sentado e já tenha paciência para esperar no penico.

Antecipar o momento certo para o desfralde pode causar frustração na criança. Se você perceber que o processo não está dando certo, interrompa-o e tente novamente após dois ou três meses.

Criticar a criança

É normal que, durante o desfralde, seu filho deixe escapar xixi ou cocô. Em certos momentos, o estrago é grande, sujando colchão ou sofá, por exemplo. Mas respire fundo, mantenha a calma e não demonstre insatisfação. Qualquer repreensão pode deixar a criança insegura e fazer com que use a situação para chamar atenção. Além disso, é possível que ela passe a sentir medo. Há casos em que o temor do penico faz com que segure as fezes – elas ficarão retidas no intestino e a mucosa absorverá água. Isso vai endurecê-las e dificultar ainda mais a eliminação.

A etapa do desfralde precisa ser lúdica, agradável e natural. Você pode levar livros e contar histórias enquanto seu filho está sentado no vaso sanitário ou no penico. Outra dica divertida é comprar cuecas e calcinhas com motivos infantis – pode ser do personagem preferido dele. Você precisa ser compreensivo e dar força à criança. Quando ela conseguir fazer xixi ou cocô no lugar certo, fora da fralda, dê parabéns e comemore!

Comparar com os irmãos

A partir do momento em que o momento de deixar as fraldas varia de criança para criança, não diga frases como: “na sua idade, seu irmão já usava o penico!” ou “todos os seus amigos na escola já conseguiram tirar a fralda”. Essa pressão psicológica só trará insegurança e sentimento de frustração para o seu filho.

É provável também que as comparações venham de pessoas de fora de seu núcleo familiar. A avó ou a vizinha darão palpites e dirão que você já deveria ter iniciado o processo de desfralde da criança. Ignore os conselhos e tranquilize quem os deu: diga apenas que já está tudo planejado.

Acomodar-se

Sabemos que o desfralde exige paciência, dedicação e esforço, tanto dos pais quanto da criança. Só que isso não pode fazer com que você se acomode e adie em excesso o processo. Se o seu filho já está dando sinais de que está pronto, não hesite em introduzir os novos hábitos. Claro que, à noite, o prazo para dar adeus às fraldas será mais lento. Mas é importante ter bom senso: sequer tentar durante a madrugada pode atrapalhar as fases de desenvolvimento da criança. Sim, isso pode custar algumas noites mais agitadas. Mas valerá a pena!

FONTE: Revista Crescer

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