Caxumba – Alerta

Apesar da Caxumba ser uma doença bastante conhecida, ela ficou por um bom tempo sem ser falada, pois não era mais tão comum…

Resolvi escrever esse post, pois li uma matéria que falava que o número de casos de Caxumba subiu muito!!!

Em 2015, foram registrados 41 casos da doença em São Paulo contra 274 só até o final de Abril desse ano!

Acho que vale a pena entendermos um pouquinho dessa doença, para reconhecermos os sinais e sintomas, tratamentos disponíveis, além de saber como prevenir!

Por aqui estamos bem alertas! Fiquem atentos também!

Beijos!!!

1. O que é e o que causa a caxumba?

A caxumba é causada por um vírus de nome paramixovírus. Dentro do organismo, ele acomete as glândulas parótidas, que ficam próximas à mandíbula e têm como funções a produção de saliva e a defesa do organismo contra micro-organismos causadores de doenças. Inflamadas por conta da infecção, elas causam o inchaço na região do pescoço (típico da caxumba) e dão o nome técnico da doença: parotidite.

2. Por que estão aumentando os casos de caxumba?

Existe um conjunto de acontecimentos que estão contribuindo para o aumento dos casos de caxumba. A diminuição da imunidade causada pelos piores hábitos alimentares e de saúde, em geral, seria uma delas. Além disso, a caxumba tem contágio muito facilitado.

Mas, o mais grave fator contribuinte para a alta da caxumba refere-se ao abandono da vacinação.

3. Como se pega caxumba?

Assim como o vírus da gripe, o vírus da caxumba tem transmissão respiratória, ou seja, você o “pega” quando inala o micro-organismo proveniente de gotículas exaladas do corpo de outra pessoa ou quando toca uma superfície contaminada e leva a mão à boca ou aos olhos.

Mas a manifestação da doença depende da quantidade de vírus recebida e da reação do corpo em resposta à infecção que, em alguns casos, pode ser suficiente para impedir o desenvolvimento da caxumba.

4. De quem você pode pegar a doença?

O período de incubação do paramixovírus pode durar até três semanas, ou seja, nesse meio tempo, a doença ainda não se manifesta, mas já pode ser transmitida.

Apesar de não parecer, essa informação pode ser muito útil, principalmente para pessoas que frequentaram o mesmo local que pessoas que ficaram doentes e têm contato com idosos, por exemplo. Também serve para crianças que frequentam creches, situação em que os pais podem ficar mais atentos.

5. Como evitar a caxumba?

A melhor maneira de evitar a caxumba é lavar as mãos várias vezes ao dia, manter a imunidade alta – com boa alimentação, higiene e hábitos de saúde – e, principalmente, tomar a vacina.

6. Quanto a vacina protege?

Nenhuma vacina protege 100%, sempre é possível contrair a doença mesmo após a imunização. No caso da vacina tríplice viral, que protege contra caxumba, sarampo e rubéola, a eficácia é de, em média, 95%.

É importante lembrar que a vacina também promove a proteção cruzada, ou seja, caso se consiga vacinar boa parte da população, é provável que o restante também fique menos suscetível à contaminação, uma vez que a doença passa a circular menos.

A vacina deve ser dada na infância em duas doses. Caso você não tenha esse registro em sua caderneta de vacinação, não saiba se tomou ou de fato não tenha tomado, você deve tomá-la já adulto em dose única.

7. Quais são os sintomas da caxumba?

A caxumba tem sintomas gerais, que são, principalmente, febre, dor de cabeça e calafrios, e específicos, que são o inchaço e a dor na região do pescoço e a dificuldade para engolir.

8. É verdade que a caxumba pode “descer”?

O vírus da caxumba tem muita afinidade pela cadeia linfática, por isso, ele pode migrar das parótidas – que ficam próximas ao colar de gânglios do pescoço – para os órgãos sexuais – que ficam próximos ao amontoado de gânglios da virilha.

Em cerca de 30% dos homens que têm caxumba pode acontecer a orquite, a inflamação dos testículos que pode causar infertilidade. No caso das mulheres com caxumba, 5% podem ter ooforite, inflamação do ovário que também pode causar infertilidade.

Para evitar essas complicações, é importante fazer o tratamento adequado e manter acompanhamento com ginecologista ou urologista.

9. Tem outras complicações?

O paramixovírus pode ainda causar surdez temporária ou definitiva, menigoencefalite, que é a inflamação das meninges na altura do encéfalo e inflamações em outros órgãos, como os pulmões.

10. Posso pegar caxumba duas vezes?

Quem já teve caxumba dificilmente pegará a doença uma segunda vez porque o corpo já criou imunidade ao paramixovírus.

11. Como é o tratamento da caxumba?

Por ser uma doença causada por vírus, o tratamento envolve diminuir os sintomas, com remédios para febre, dor e inflamação, e manter-se bem hidratado, alimentado e em repouso por cerca de 10 dias.

12. Se eu tiver caxumba, tem algum remédio que eu não deva tomar?

Nenhum medicamento com ácido acetilsalicílico, substância comum em analgésicos e presente na aspirina, pode ser tomado em casos de infecções virais por causa do risco de sangramento. Opte por medicações à base de dipirona ou paracetamol.

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Fonte: Bolsa de Mulher

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