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2/04/2015

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Autismo

Colaboradores

Gente, sabemos o quanto é importante termos informações e conhecer cada vez mais sobre o Autismo.
Além de auxiliar num diagnóstico precoce, podemos ajudar as famílias desses verdadeiros anjos, no processo de inclusão da criança!
O Autismo, assim como todas as outras patologias que tornam uma criança especial, merece ser tratado com muito respeito e carinho!
Pedimos para a Neurologista Dra. Danusa Somensi, para contar um pouco sobre o espectro Autista.
Esperamos que o assunto acrescente muito na vida de todos vocês!
Beijos!
“Falar desta patologia é falar de barreiras, pois as famílias que convivem com autista estão em constante aperfeiçoamento para se quebrar as barreiras desses” serzinhos” tão especiais.
O autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado pela tríade de impedimentos graves e crônicos nas áreas de interação social, comunicação verbal e não verbal e interesses além do desenvolvimento de comportamentos estereotipados e repetitivos. Estas características já podem ser observadas bem cedo, antes dos 3 anos de idade, em 0,6% da população e há uma prevalência maior em meninos.
Descrito primeiramente por Kanner em 1943, que observou estas características em crianças, entretanto Lorna Wing em 1988 sugeriu o Transtorno do espectro autista e demonstrou que as características do autismo variam de acordo com o desenvolvimento cognitivo; assim, em um extremo temos os quadros de autismo associados à deficiência intelectual grave, sem o desenvolvimento da linguagem, com padrões repetitivos simples e bem marcados de comportamento e déficit importante na interação social, e no extremo oposto, quadros de autismo, chamados de Síndrome de Asperger, sem deficiência intelectual, sem atraso significativo na linguagem, com interação social peculiar e bizarra, e sem movimentos repetitivos tão evidentes.

O diagnóstico:
É realizado através da observação direta da criança ou do seu comportamento e entrevista com os pais a respeito de seu comportamento e desenvolvimento. Os sintomas costumam estarem presentes antes dos três anos de idade, por volta de 18 meses já pode ser feito o diagnóstico dependendo de cada caso. Não há exames complementares ou laboratoriais ainda disponíveis para o diagnóstico, ou melhor, para a confirmação diagnóstica de autismo, os exames de cariótipo, EEG, audiometria, testes neuropsicológicos e RNM são solicitados apenas com função de se fazer o diagnóstico diferencial.
O quadro clínico segundo DSM IV TR (APA, 2002) é:
– Prejuízo da habilidade social: não compartilham interesses, não desenvolvem empatia e demonstram certa inadequação em abordar e responder aos interesses, emoções e sentimentos alheios;
– Prejuízo no uso de comportamentos não verbais como: contato visual direto, expressão facial, postura corporal e com objetos;
– Dificuldades na interação social: fracasso em vincular-se a uma pessoa específica, não diferenciação de indivíduos importantes em sua vida, falta de comportamento de apego;
– Alterações na linguagem: atraso na linguagem falada. Nos que desenvolvem a linguagem adequadamente, dificuldade em iniciar ou manter uma conversa, uso estereotipado e repetitivo de certas palavras ou frases e emprego da terceira pessoa (inversão pronominal) para falar de suas vontades. Os que aprendem a ler não apresentam compreensão do que leem;
– Alterações de comportamento: padrões restritos de interesse, manipulação sem criatividade dos objetos, ausência de atividade exploratória, preocupação com as partes de objetos, inabilidade para participar de jogos de imitação social espontâneos, adesão a rotinas rígidas, presença de maneirismos motores e crises de raiva ou pânico com mudanças de ambiente; mudanças súbitas de humor, com risos ou choros imotivados, hipo ou hiper-responsividade aos estímulos sensoriais e agressividade sem razão aparente.  Comportamentos auto agressivos, como bater a cabeça, morder-se, arranhar-se e arrancar os cabelos podem ocorrer.
Existe uma versão atualizada para a modificação destes critérios para o DSM V e são os seguintes:
– Déficits na comunicação social e na interação social: déficit na comunicação não verbal e verbal utilizada para a interação social, falta de reciprocidade social, incapacidade de desenvolver e manter  relacionamentos com seus pares apropriados ao seu nível de desenvolvimento.
– Padrões restritos e repetitivos de comportamento: estereotipias ou comportamentos verbais estereotipados ou comportamento sensorial incomum, aderência a rotinas e padrões de comportamentos ritualizados, interesses restritos.
– Os sintomas devem estar presentes na primeira infância, mas podem não se manifestar plenamente, até que as demandas sociais ultrapassem as capacidades limitadas.
TRATAMENTO:
  O tratamento do autismo envolve ESQUIPE MULTIDISCIPLINAR com orientação familiar, desenvolvimento da linguagem e/ou comunicação e auxílio psicoeducacionais. O recomendado é que esta equipe avalie e desenvolva um programa de terapia orientado a satisfazer as necessidades particulares de cada criança. Os profissionais que deverão estar envolvidos nessas intervenções são: psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores físicos. Os métodos de intervenção mais conhecidos e mais utilizados para promover o desenvolvimento da criança autista e que possuem comprovação científica de eficácia são: TEACCH; PECS; ABA  . São programas baseados em orientação do desenvolvimento da comunicação através de figuras, disposição do ambiente com o intuito de promover a independência, o aprendizado, a comunicação verbal e incrementar o comportamento social.”
Dra. Danusa Somensi
Neurologista
Mestranda da Uepa/ IEC – Dano neural na Hanseníase
 

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