Atividades extracurriculares: quando iniciar?

Quando o Rafael tinha 1 ano coloquei ele em uma escola de esportes para bebês e aula de música.

Ele AMAVA!!!! As aulas eram bem lúdicas, apropriadas para faixa etária.

Ele foi um bebê que tinha pouco convívio com outras crianças até ir pra escola, então eu achava bacana para ele ter esse contato para não viver apenas cercado de adultos.

Começou a fazer capoeira na escola com dois anos e meio e futebol com três anos.

Depois que mudou de colégio não consegui ainda vaga para aulas extras por lá, mas hoje frequenta no clube, de iniciação aos esportes, natação e de vez em quando futebol quando ficamos em SP final de semana.

Uma preocupação minha é que ele não fique sobrecarregado com tantas atividades, mas acho super importante a criança ter contato com esportes desde cedo. É um grande estímulo a vida saudável, socialização e auto-conhecimento.

Meu mais novo ainda não faz nenhum tipo de aula, vai iniciar aos três anos de idade. Como estuda à tarde e ainda tira uma soneca pela manhã ficaria super corrido fazer algum tipo de esporte. No tempo livre ele brinca em casa, no prédio e quando disposto no clube.

Acredito ser importante ficarmos atentos às respostas que eles nos dão em relação à essas aulas, se estão muito cansados, estressados, desestimulados e tristes, e aí sim ver se o problema é o excesso de atividades, lugar apropriado, faixa etária correta, etc.

Abaixo um texto com dicas sobre o assunto…

Qual a quantidade ideal de cursos?

A agenda da criança precisa ter um espaço livre para o lazer. Os pais não podem esquecer que crianças precisam de tempo para brincar, e adolescentes, de pausa para descansar.
Além disso, oferecer muitos cursos pode frustrar a criança, já que ela não conseguirá se dedicar à nenhuma atividade. O tempo livre também é importante para sua saúde mental: muitas vezes os pais entendem o curso extraescolar, natação, por exemplo, como um lazer, porém a criança tem uma rotina e precisa se aplicar à aula. “A criança deve poder escolher o que fazer nas horas livres, sem ter o compromisso da rotina”, avalia a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto.
O tempo de convívio com os pais também é necessário. “Nenhuma atividade vai substituir a presença do pais na vida dessa criança, o conversar e o compartilhar”, defende. Ela demonstra que muitos pais não têm tempo de acompanhar seu filho e, por isso, o enchem de atividades como forma de amenizar a culpa por não poder dar atenção a essa criança. “O tempo de convivência é mais rico”, finaliza a psicopedagoga.

Meu filhos começa várias atividades e não termina nenhuma. O que fazer?

É preciso mostrar às crianças desde cedo que fazer essas escolhas tem a ver com responsabilidade. Se seu sempre pede para fazer algum curso e depois de 2 meses muda de ideia, há algo de errado. “Se a criança pede, faça um trato com ela. É preciso fixar o compromisso de não abandonar o curso”, orienta a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto. Estabelecer limites e responsabilidades ajudam a criança a entender que suas escolhas têm consequências. Achar que nada está bom é muito ruim para a personalidade da criança. “Ela vai achar que a vida é assim, criando uma ansiedade muito grande de quem fez tudo e não faz nada”, explica Quézia.

Como escolher um curso extracurricular ou extraescolar pro meu filho?

Os pais devem levar em conta a necessidade da criança, como no caso do reforço escolar, mas o desejo dela deve ser determinante. “Os pais não devem projetar em seus filhos sonhos não realizados”, atenta a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto.
Ofereça as opções para a criança e explique o que é cada uma. Se a criança mostrar vontade de fazer determinado curso, os pais devem conversar sobre essa escolha (do que ela gosta? Por quê? O que pretende com esse curso?) e fazer alguns combinados, por exemplo, de que ela irá permanecer na atividade por algum período de tempo (não muito longo). Isso a fará entender sobre sua responsabilidade em relação ao curso e irá evitar que ela desista facilmente.

Fonte: Educar para Crescer

Qual a idade que os filhos de vocês iniciaram as atividades extras por aí?

Mandem as experiências de vocês!

Beijos beijos

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