A tão esperada e sonhada maternidade

Oie pessoal. Escrevi este texto a convite do blog “Cheguei ao Mundo”que amo e resolvi resgitrá-lo aqui também, assim vocês podem me conhecer um pouquinho melhor! 😉

Eu sempre sonhei em ser mãe… Quem me conhece sabe que, casando ou não, eu seria mãe de todo jeito!

Casei, e o sonho só ficou mais forte. Após um ano e meio de união engravidei do meu primeiro filho, o Rafael. Demorei quatro “eternos meses” para ficar grávida e quando o exame positivo veio foi o momento mais feliz e anestesiante da minha vida. Poxa, meu maior sonho ia finalmente se realizar. E agora? Agora vou curtir cada segundo! Fui uma grávida muito zen. A TPM foi embora, a calmaria se instalou no meu dia a dia e uma paz tomou conta de mim. Que felicidade. Que momento único.

Certo dia, ao final da gravidez, lembro-me bem de ter ido até a missa, ajoelhei-me e rezei para que meu filho chegasse com saúde. Agradeci com todo meu coração pela graça de poder gerar uma vida. Lágrimas escorriam pelo meu rosto e desciam até um largo sorriso de felicidade. Enquanto acariciava e olhava minha barriga, falei com meu bebê o quanto eu o amava e o agradeci por tê-lo em minha vida. Estava pronta para recebê-lo… E ele chegou, já no dia seguinte, dando um grande susto após um exame de rotina do pré-natal.

O início foi um sufoco. Eu que achava que ia tirar tudo de letra, tive muita dificuldade na amamentação, na adaptação da nova rotina e com a cólica exacerbada do Rafa. Por fim, sem conseguir perceber, fiquei deprimida. Achava que toda aquela dificuldade inicial era comum. Que era normal passar horas e dias sem vontade de tirar o pijama já que tinha madrugado noites a fio. Mesmo minha mãe alertando que eu não escutava ninguém, que precisava ter mais calma e tentar levar as coisas de uma forma mais leve, eu não me permitia…

Mas eu precisava perceber mais, entender mais. A maternidade é um imenso aprendizado!

Quando o primogênito tinha um ano e um mês, a rotina já estava mais tranquila e fiquei grávida do Felipe. A gestação voou! Aquele monte de foto da barriga, dos detalhes do quarto, do enxoval já não faziam parte do meu arquivo pessoal. A caminhada no parque, a yoga para ajudar no momento do parto não foram rotina. Eu tinha um pequeno pra cuidar, brincar e me ocupar. Comecei a me culpar pela falta de “atenção” com o bebê que estava por vir. Comecei a achar que seria injusta com ele, com minha entrega, com meu amor. Socorro! Seria possível? Claro que não!

No final de 2012 entrei em trabalho de parto e o Felipe chegou na madrugada seguinte enchendo ainda mais minha vida de amor.
Porque todo aquele sofrimento? Como eu pude achar que não amaria aquele bebê tanto quanto amo o outro? Só vivendo para entender…
É um amor que nasce, renasce e transborda. É transformador!

O Felipe chegou para mostrar como eu precisava levar a maternidade…Tudo ficou leve e do jeitinho que tem que ser.

A experiência de um filho é sensacional. E com todo esse aprendizado posso dizer que o segundo vale ainda mais, tanto para mim quanto para eles.
Pelo amor multiplicado, amizade entre irmãos e diversão garantida!

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