A chegada da irmãzinha…

A minha segunda gravidez (Luísa) foi super planejada, mas confesso que sentia uma mistura de medo com ansiedade…
Ao mesmo tempo que me sentia feliz em ter outra filha, ficava receosa com a mudança na relação com a primeira (Laura) e um pouco culpada por fazê-la dividir o meu amor.
Como esperei 4 anos para engravidar da Luísa, achei que seria bem difícil para a Laura. Temia a reação dela de não conseguir lidar com a nova realidade. Sabia que poderia acontecer algumas mudanças como insegurança, ciúmes, desobediência, birras… Que iriam exigir de mim ( e do meu marido) uma dose extra de paciência e jogo de cintura!
Naturalmente ela sentiu e teve sim, modificações no seu comportamento. Tinha dia que percebíamos que ela estava mais irritada, birrenta. Em outras situações regrediu um pouco. Tomava a chupeta da Luísa, colocava na boca e dizia: “Sou bebê!”
Tentava manter a calma pensando que esse tipo de comportamento era para tentar atrair a nossa atenção! Ela estava apenas reafirmando o seu lugar na casa e em nossos corações.
Sei que esse assunto é super difícil de ser tratado. Li e pesquisei bastante e chegamos a conclusão que tudo isso era uma situação normal e até certo ponto saudável. Com muito diálogo e compreensão tudo passa!!!
Pensando no impasse que passa pelas nossas cabeças (será que devo punir? Proibir?Permitir?) resolvi pontuar algumas medidas que os pais podem tomar para tornar a chegada do novo bebê menos ameaçadora possível para a criança mais velha!
Alguém tem alguma outra sugestão? Vivenciou algum outro tipo de situação?
Vamos trocar experiências!!!
Beijos!
01 – Envolvimento:
– Tente conversar com a criança desde o momento que a gravidez fique mais evidente (sou um pouco supersticiosa: acho que vale a pena esperar os 3 primeiros meses…)
– Conversar durante a gestação, dá aos pais tempo para ajudar a criança a se acostumar à idéia de ter um irmão e trabalhar os seus sentimentos com calma.
02- Regressão:
– Permita que o seu filho regrida (vale a pena preocupar somente se o comportamento se perpetuar por muito tempo). Na cabecinha dele passa a seguinte situação: ” De que me vale não usar fraldas, me comportar bem, se o bebê não faz nada disto e consegue ter todas as atenções do meu pai e da minha mãe.
03- Sentimentos:
– Reações negativas da criança mais velha devem ser respeitadas. Os pais devem demonstrar que aceitam o que ela sente e compreende o seu comportamento como uma tentativa de afirmação perante ao bebê.
04- Cumplicidade:
– A cumplicidade é fundamental para que o seu filho não se sinta desprotegido
– Tente tornar a criança uma aliada  nos cuidados, brincadeiras, etc.
– Valorize o fato da criança mais velha já se comportar de forma mais independente
– A mamãe grávida deve tentar sugerir sempre que o filho se deite para ver TV, contar histórias, bater papo.
– Quando chegar a hora de ir para maternidade a criança deverá ser informada de toda a situação: com quem ficará, que poderá visitar a mamãe e o bebê na maternidade e que assim que possível todos ficarão juntos novamente.
05- Mudanças na rotina:
– Alterações na rotina do primogênito devem ser feitas bem antes da chegada do irmão (ex: mudança de quarto, de escola, cuidadores, etc).

06- Autoestima:
– Procure sempre elevar a autoestima da criança, potencializar as suas qualidades e as vantagens de ser o mais velho.
– Lembre-se que cada um é um ser individual e único, que tem as suas próprias características e necessidades, com maior ou menor intensidade.

Sugestões de leitura sobre o tema:
– Vou ganhar um irmãozinho (Panda Books)
– Quero ser meu irmãozinho (Ed. Melhoramentos)
– Mamãe botou um ovo (Ed. Ática)
– Semente de gente (Galerinha Record)
– Nossas adoráveis famílias (Ed. Brasiliense)

 

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