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17/04/2017

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5 conselhos de uma mãe de adolescente – Por Thatu Nunes

Depoimentos

Convidamos a querida Thatu Nunes do blog Mãe de Adolescente para participar deste espaço e dar dicas para as mães de jovens.

 

Para quem é mãe de adolescente e vive as dificuldades e desafios desta fase vale muito a leitura!

Amamos as dicas e vale colocar em prática. (Chegaremos lá!)

Beijos

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Escolhi 5 conselhos de uma mãe de adolescente que eu daria para a minha filha quando ela se tornar mãe

 

Me senti muito honrada com o convite para escrever para o Promovida @ Mãe, então pensei em escrever 5 conselhos de uma mãe de adolescente que foram positivos para mim.

Quero deixar claro que não se tratam de regras ou ordens e que eles podem não caber para a forma como você escolhe educar seus filhotes.

Deixa eu me apresentar: sou a @ThatuNunes e escrevo o blog Mãe de Adolescente junto com a minha filhota de 13 anos, a @SouGigiNunes.

Lá, contamos algumas de nossas vivências e também trago algumas ponderações sobre esta fase da vida dos filhos.

E aqui, pensei em dividir com vocês as 5 coisinhas que aprendi e que gostaria de passar adiante.

Vamos lá?

1. Fazer-se presente, mas intervir e interferir o mínimo possível

Este conselho serve para todas as fases da vida, na verdade, porque quanto mais interferimos ou intervimos, menos eles aprendem a se virar sozinhos.

Óbvio que não vamos deixa-los em situação de perigo ou agonizando. Não é isto!

Mas é saber a hora de apenas estar alerta, mostrar-se por perto, mas deixa-los descobrir por si só a forma de lidar com cada situação.

Quando bebês, isto tem muito a ver com aprender a andar, comer, falar.

Quando crianças, tem mais a ver com aprender a se comunicar, interagir.

Quando adolescentes, tem a ver com se socializar, lidar com as diferenças e com as regras, entender as dinâmicas sociais de cada esfera e o seu papel em cada uma delas.

Interferir ou intervir nisto, especialmente na adolescência, tira deles a autonomia que eles vão precisar em outras fases da vida.

Então, por aqui eu sempre digo que ser mãe é como ser contra-regra do espetáculo: a gente tá ali pro que der e vier e se precisar, mas a gente não entra em cena.

2. Cuidado com os julgamentos aos filhos alheios

Uma das coisas mais comuns na adolescência é ver mães julgando filhos alheios, infelizmente.

Na verdade, filhas, para ser mais exata.

“Nossa, mas ela só tem 13 anos e já namora em casa? Quando minha filha tiver esta idade, vai pensar só em estudar”.

Se tem uma coisa que lhes digo, é: filhos sentem o que sentem, independente do que você acha que eles vão sentir quando tiverem 13, 18 ou 30.

Eles são indivíduos e isto significa que não somos nós, mães, quem determinamos o que é cedo ou tarde demais. Quem me dera…

Quando uma mãe julga a outra porque a filha de 13 namora em casa, eu juro que me controlo para não pensar: “Coitada, esta daí a filha vai namorar escondido e só ela não vai saber, porque acha que pode determinar a hora certa das coisas pela filha”.

Basta fazer um exercício simples e voltar no tempo para pensar que a grande maioria de nós fez as coisas e nossos pais acharam cedo demais, por mais que tenha sido na nossa hora certa ou na idade mais tardia possível.

Isto, se souberam mesmo que fizemos quando fizemos, porque muitos sequer souberam.

3. Filhos cometem erros, as mães querendo ou não

Nenhuma de nós quer que os filhos cometam erros.

Nenhuma de nós quer que os filhos sejam os errados de uma situação.

Nenhuma de nós quer que os filhos sejam feitos de bobos ou façam alguém de bobo.

Mas é inevitável que alguma – ou todas – estas situações aconteçam, porque filhos cometem erros e tudo o que podemos fazer, é ajuda-los a entender suas responsabilidades, as formas de contornar e como lidar com as frustrações.

Aproveitando-me deste tópico, também devo ressaltar que é importante que estejamos lúcidas ao entender a dinâmica de cada erro, porque ora eles serão vítimas, ora eles são culpados.

Mas em ambos os casos, eles terão responsabilidades a entender e consequências a lidar, então é hora de sabermos nos colocar na situação de mestre dos magos e fazê-los tirar a melhor lição possível de cada situação.

E é sempre bom lembrar que isto vale para nós também, porque nós também cometemos erros, assim como as mães alheias.

Faz parte da vida.

4. Liberdade e responsabilidade

Aqui em casa eu sempre preguei, desde bebezinha: “A liberdade depende da responsabilidade que você me demonstra ter”.

Como exemplo de situação, aconteceu recentemente que a Gi furou o horário de dormir e ficou na internet até tarde.

Assim que percebi, peguei o celular e o computador dela e recolhi.

No dia seguinte, ela acordou SOZINHA (porque não tinha celular nem despertador) às 7h30, arrumou o quarto, colocou roupas na máquina e lavou a louça.

Eu achei maravilhoso, claro! Afinal eu adoraria que ela fizesse isto todo dia, mas aproveitei-me da situação para explicar a dinâmica da coisa:

“Gi, você fez tudo tão perfeito hoje. Obrigada. Mas percebeu o sinal que está me passando?”

“Não, mãe. Como assim?”

“Filha, quando você tinha a liberdade de usar a internet, desde que respeitando as regras, você não o fez. Aí, quando tomei o celular e o PC, você fez tudo perfeito. O que você entenderia disso?”

“Que sem a internet, sem o celular e o computador eu sou uma filha melhor?”

“Exato! Você está me passando que sem liberdade você é melhor filha para mim e que, portanto, não devo lhe dar liberdade, porque com ela você esquece as responsabilidades”.

Dito isto, ela pensou e até hoje (faz uns 3 meses que aconteceu) ela tem sido incrível com as responsabilidades.

5. Ensine os filhos a serem sempre questionadores

É duro, é complicado, é difícil e doloroso ensinar os filhos a serem capazes de pensarem por si.

Especialmente porque isto implicará em sermos questionadas frequentemente.

Mas é importante que eles tenham senso crítico e sejam capazes de formar opiniões e escolhas baseados em suas próprias ponderações.

Isto ajuda muito a evitar que sejam “maria-vai-com-as-outras”, apesar de não os isentarem disso, claro.

Exercitar sempre o senso crítico e permitir que eles pensem por si é muito importante para que se sintam capazes e seguros de falarem por si, mesmo diante do senso comum.

Você vai ser colocada em xeque muitas vezes (eu sou sempre hahaha), mas em algum momento valerá a pena.

No mais, ser mãe é todo santo dia uma descoberta de como fazer algo, de que nem tudo é como dizem e especialmente que cada mãe é uma e cada filho é um, portanto não existe certo e errado, só existem jeitos e jeitos de dar o nosso melhor.

Um beijo e muito obrigada.

 

Promovida @ Mãe

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